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SSD: saiba como essa unidade de armazenamento está substituindo o HD

 

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Para quem deseja aumentar a capacidade de armazenamento e rapidez do computador, o SSD (disco de estado sólido) é a melhor opção para um upgrade no equipamento. Vale reforçar que não basta investir apenas na unidade de armazenamento, sendo necessário também um bom processador e uma memória RAM de alto desempenho para aumentar a eficiência do seu PC.

O SSD é capaz de armazenar grande quantidade de dados de maneira mais silenciosa e resistente. A tecnologia é muito mais rápida do que os velhos discos rígidos (HDs) e está, aos poucos, conquistando seu espaço no mercado.

Como funciona?

Para atingir um bom desempenho, os SSDs mais comuns contam com dois componentes fundamentais: memória flash e o controlador.

Enquanto os HDs utilizam pontos magnetizados da superfície de um disco para armazenar dados digitalizados, os SSDs armazenam os mesmos dados em células de memória flash. Esse tipo de memória permite que diferentes informações sejam apagadas ou escritas numa mesma operação. Ou seja, o SSD permite que o conteúdo seja gravado ou regravado sem a necessidade de motores, discos e agulhas de leitura e gravação.

Com isso, todas as operações são feitas eletricamente, o que torna os comandos de leituras e escritas mais rápidos, além de deixar o drive mais silencioso e resistente a vibrações e quedas.

O controlador é responsável pela troca de dados entre o computador e a memória flash. O chip é capaz de gerenciar cache de leitura e escrita de arquivos, criptografar informações e mapear partes defeituosas do SSD, evitando corrupção de dados e garantindo uma vida útil maior da memória flash.

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O investimento no desenvolvimento da tecnologia SSD fez com que a sua capacidade aumentasse mais rapidamente. Inicialmente, as primeiras versões de SSDs de uso doméstico tinham capacidade em torno de 32 GB, enquanto os mais recentes vêm com 1 TB.
O primeiro SSD foi desenvolvido pela empresa Dataram, em 1976. Considerado uma grande inovação para a época, o BULK CORE era composto por oito módulos de um tipo de memória não-volátil e possuía capacidade de 256 KB.

Em 2013, a fabricante coreana Samsung lançou o primeiro SSD de 1 TB para notebooks. Chamado de SSD 840 EVO, o disco foi construído com arranjos de memória NAND de 128 gigabytes, sendo considerado o primeiro do mundo a oferecer esta capacidade.

Além da capacidade de armazenamento, a velocidade do drive também aumentou consideravelmente. Enquanto os primeiros drives possuíam velocidades de 250 MB/s para leitura e 70 MB/s para escrita, os mais recentes chegam a 555 MB/s de leitura e 520 MB/s de escrita.
Quanto maior a velocidade do SSD, maior será sua capacidade de acesso aos dados solicitados, o que permitirá que o sistema operacional carregue diferentes arquivos e programas quase instantaneamente.

Outra taxa que interfere no desempenho dos SSDs é o IOPS (Input/Output Operations Per Second) que se refere ao número de operações por segundo que um disco consegue realizar. O número específico de IOPS pode variar de acordo o disco usado (SAS, SATA ou SSD), modelo de Storage e o tipo de RAID empregado. Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

Para os padrões atuais de mercados e aplicações, as taxas de leitura e escrita no acesso às informações são um dos principais responsáveis pelo preço dos SSDs.

SSHD

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Além dos HDs e SSDs, há ainda uma outra categoria chamada SSHD: uma peça híbrida que traz as principais funcionalidades do SSD e do HD.
Os SSHDs utilizam uma tecnologia especial de processamento de dados chamada Adaptive Memory, também conhecida como “tecnologia autodidata”.

O sistema utiliza um conjunto de algoritmos avançados para monitorar quais são os arquivos mais acessados do disco rígido e copia dados automaticamente para o SSD, aumentando a capacidade de processamento. Isso é possível graças a uma pequena quantidade de memória flash NAND, que possibilita ao usuário acessar arquivos mais “leves”.

É importante destacar que se trata de um híbrido, portanto ele possui drive de processamento e memória flash em pequena quantidade. Esse tipo de equipamento possui geralmente 8 GB de memória flash NAND. Com essa pequena quantidade, é possível armazenar dados como processamentos de planilhas, textos e alguns aplicativos. No caso de processos mais complexos ou de arquivos de alta resolução, a utilização de um SSD ainda é a melhor opção.

Compatibilidade

Os SSDs possuem diferentes especificações técnicas que podem confundir os usuários. No entanto, detalhes como tipo de interface de dados e o formato são essenciais na escolha de um SSD compatível.

Os SSDs possuem interface SATA III (6 Gbps) e SATA II (3 Gbps). Nesse caso, o que pode interferir na compatibilidade do novo SSD é o tamanho limite da placa-mãe do notebook. Caso você utilize um SATA III em um equipamento com portas SATA II, o SSD terá um desempenho inferior, pois a placa-mãe não terá suporte à nova tecnologia.

Outro fator importante é o tamanho. Os modelos mais comuns são de 9 mm, compatíveis com qualquer modelo convencional de notebook. Existem também alguns modelos mais finos, geralmente utilizados em ultrabooks, que possuem 7 mm. Os modelos de 7 mm podem ser utilizados tranquilamente no lugar do de 9 mm, mas o contrário não acontece caso o modelo original seja de 9 mm.

Os SSDs também podem ser utilizados em desktops. Há modelos de 2,5 mm e 3,5 mm. No caso de modelos de 2,5 mm é possível utilizar um adaptador para poder utilizar o de tamanho 3,5 mm.

Marcas importantes

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Kingston, Corsair, Crucial, Samsung, Transcend e Sandisk são algumas das marcas que comercializam SSD. As companhias mais famosas geralmente têm preços mais caros. No entanto, é possível optar por marcas menos expressivas ou menos conhecidas no mercado, mas que também oferecem produtos de boa qualidade e com bom custo/benefício. Lembramos que o valor de um SSD dependerá de algumas especificações, como modelo, capacidade e taxas de velocidade. Vale a pena consultar análises e fóruns antes de adquirir o novo produto.

Vale a pena?

Para efeitos de comparação, é importante consultar os preços antes de fazer o investimento. Um HD convencional de 500 GB custa entre 150 e 200 reais, variando de acordo com marca e modelo. Já um SSD de 128 GB, um do mais populares do mercado, custa, em média, entre 350 e 900 reais, dependendo da marca e modelo. Os SSDs mais usados são os de 16 e 32 GB, que podem ser encontrados por preços entre 80 e 150 reais (feito de memória flash), ou SSD de 64 GB por 350 reais (produzido com semicondutores, sistema de armazenamento).

Os SSDs mais “espaçosos” ainda têm um valor alto, por isso muitos consumidores acabam optando pela compra de SSDs com capacidades menores. Para valer o investimento, é importante saber utilizar bem o precioso espaço do drive. O ideal é utilizá-lo apenas para usar o sistema operacional, aplicativos e demais arquivos acessados diariamente que envolvam bastante leitura e escrita de dados.
Caso você precise armazenar arquivos grandes e que não sejam frequentemente usados, a utilização de um SSD não é recomendada. Filmes, fotos e outros arquivos que ocupam um espaço maior podem ser armazenados em HD híbrido ou na nuvem.

Fontes: Tecnoblog, Tecmundo, Wikipédia

  • aguas de lindoia

    Boa matéria, obrigado!

  • Especialista bringIT

    Olá! Obrigado pelo feedback, ficamos bem felizes! Estamos à disposição 😉